sexta-feira, 29 de abril de 2011

- Aprendi...



Aprendi...
Que um sorriso pode não curar toda dor, mas te ajuda a passar por ela.
Que às vezes o sonhar é melhor do que a realidade.
Que o preto nem sempre é tão preto e o rosa nem sempre é tão rosa.
E que o meu travesseiro é o melhor lugar pra chorar.

Aprendi...
Que tentar saber de tudo é não saber de nada e que a ignorância às vezes é o melhor.
Que banhar na chuva lava meus cabelos, corpo e alma.
Que sempre caímos do cavalo, mas só nos tornamos verdadeiros cavaleiros quando montamos outra vez.

Aprendi...
Que a privacidade não é tão privada e que liberdade não é libertinagem.
A andar sozinha.
Que há o certo e o errado. Que os detalhes nunca são meros.
A dizer eu te amo...
A ser sincera.
Que realmente nos tornamos responsáveis por aqueles que cativamos.

Aprendi que sou maluca e que ninguém é normal.
A ser responsável, mas nem sempre sou. E isso é bom!

Aprendi que sou contraditória.

Aprendi que 5 – 2 são 3.

Aprendi...
Que antes de correr é preciso engatinhar.
Que a misericórdia vem pela manhã.
Que sentir pode doer e que, muitas vezes, sou masoquista.
A chorar. A atravessar a rua. A apreciar o pôr-do-sol. A fechar os olhos...
Aprendi a brincar de ser séria.

Aprendi com os meus erros. A me arrepender. A pedir perdão – e a perdoar.
Aprendi a ir e vir. A dar as mãos. A recuar e a seguir em frente.
Aprendi a dizer sim e a dizer não. E a aceitar ambas as respostas.

Aprendi que toda vida tem trilha sonora...
A dançar sem música...
Aprendi a dançar a dois.
Aprendi o que significa poesia. E a me apaixonar!

Aprendi pertencer e a me aceitar.

Aprendi a me decifrar, mas ser um enigma para os outros.
A me deixar conhecer...
Aprendi que as pessoas mudam.
Aprendi a brilhar sem ofuscar os demais.
A descomplicar...

Aprendi a imaginar...

Aprendi...
Que no frio o calor pode estar presente.
Que um sorriso pode esconder uma lágrima e que uma lágrima pode deixar marca.
Que os olhos são a janela da alma...

Aprendi a conhecer minha cor.
A me importar e não me importar.
A contar estórias e a fazer história.
Aprendi a fazer brigadeiro. Aprendi a cozinhar. Aprendi a cuidar de mim.

Aprendi com os outros. Aprendi a beijar. Aprendi que paixão não é amor.

Aprendi...
A falar outras línguas.
Que não posso controlar tudo.
E que contos de fada existem, mas os príncipes não são perfeitos.

Aprendi a me olhar no espelho. A me vestir e me pentear sozinha. A me maquiar.
Aprendi a dividir e a multiplicar. A somar e a subtrair.
A ser organizada e a ser bagunceira.

Aprendi que nem tudo que reluz é ouro...

Aprendi que só há Um caminho.

Aprendi...
Quem sou e que posso mudar.
A me adaptar.
Que quando o mundo cai só há Um que pode me segurar.
Aprendi a fazer origamis.
Aprendi a dirigir.

Aprendi que posso estar sozinha numa multidão...

Aprendi a ler e a escrever. Aprendi a pensar. Aprendi a não me preocupar. A relaxar e a tirar férias.

Aprendi que os bebês não vêm com as cegonhas!

Aprendi que falar sozinha e ter amigos imaginários não é loucura.
Mas... aprendi a ter amigos reais e a fazer música com eles.

Aprendi a ser direta, mas faço uns desvios...

Aprendi que Papai Noel não existe...
Que no fim do arco-íris só há o fim. E que o fim pode ser só o começo.
Aprendi que por maior que seja a alma ainda há coisas que não valem à pena.

Aprendi que posso me apaixonar mais de uma vez.

A falar e a calar. A ser discreta e a chamar atenção. A confiar. A me arriscar...

Aprendi a obedecer e a desobedecer. A ser carinhosa. A valorizar os outros. A elogiar e a falar palavrão.
Aprendi que palavras sem atitude são vazias.
Que não podemos ter 50 coisas ao mesmo tempo, mas sim uma de cada vez.
Aprendi a acreditar. A não ter medo do escuro.

Aprendi que tenho um Pai que me ama incondicionalmente e o que significa amá-lO. Aprendi a amar os outros e a me amar.

Aprendi que para tudo há o momento certo.
Aprendi a viver.
Aprendi a voar...
Aprendi muitas coisas... E aprendi que ainda há muito a aprender.


Rebeca Cardoso e Vanessa Soeiro (Belbellita)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

- O que me faz querer viver.




Algumas vezes quando acordo
Fico com a cabeça pesada e meus olhos fitam o teto.
E nesses momentos penso no porque das coisas.
No que me faz querer viver. Viver de verdade.
A resposta não brota tão rápido, mas aos poucos ela vai ganhando força como flash's, como a luz num túnel e me arrebata com emoções e sensações.
 E então noto que, o que me impulsiona à vida é...
O encontro do desconhecido que anseio conhecer todos os dias.
A luta do hoje pelo sorriso de amanhã que enxugará as lágrimas do ontem.
A semente que sairá de mim um dia e que germinará no mundo.
A certeza de que irei pra um lugar melhor...
Assim como vontade de fazer deste lugar, especial.
As emoções, os sons, toques que se farão sempre presentes.
O sabor das conquistas futuras que batalho desde hoje.
A dor da perda, mas que me acrescenta.
O abraço que me acalenta e o beijo que me incendeia.
A música que me faz dançar...
O compasso da vida que faz de minhas quedas, passos de danças.
O filme que me faz chorar...
E meus milhões de personagens que me compõe.
O sorriso que me faz gargalhar...
E me dá a garantia de que, sim, as coisas sempre melhoram.
Então levanto-me. Dirijo-me ao espelho, e percebo
O mais sólido motivo para vida.
Motivo pelo qual a própria Vida se desfez.
E plantou em mim a verdade indubitável que traz.
O fôlego de existência: EU SOU AMADO.
Olho no espelho o motivo pelo qual preciso viver: EU.
E as lutas, sementes, certezas, dúvidas, emoções, sabores,
Dores, abraços, abandonos... Tudo que me compõe.
Fez-se por ser quem sou,
Existe, pois antes de tudo, fez-se vida em mim,
Trata-se de mim,
 E todas as outras coisas que me fazem hoje
 E me farão amanhã.
 Me farão sempre...
 E quando, finalmente abandono meu quarto, sinto o vento acariciar meu rosto
 E o sorriso pela percepção de tudo aquilo que me faz querer viver estampa-se em minha face ...
 Sou eu, a real pulsão de vida para própria existência da mesma...
 Eu que faço da vida, vivida.
 E isso basta, eu quero viver.



Rebeca e Raul Cardoso




quinta-feira, 14 de abril de 2011

- Pensamento do dia







"O amor sempre forja especialista, sempre cria excelência. As pessoas tornam-se criteriosas devido ao afeto. Quem ama não aceita a lógica do “de qualquer jeito”; aliás, detesta “jeitinhos”. Extravagante nos gestos, refina atitudes. Os amantes caminham milhas extras sem perceber; transformam as decisões banais em mandamentos divinos". 




Pe. Antônio Vieira

sexta-feira, 8 de abril de 2011

- Por falar em amores...



E por falar em amores...
Move minhas mãos a certeza de que eles são reais,
Os sufocantes, que permanecem longe
mas deixam próximo a certeza do sentir.
Os antagônicos por prática, que trás em sua platonize
a amargues daquilo que projetou-se doce... mas fez-se fel
sem conserva.
Os impossíveis, advindo dos fracos que não o souberam viver,
e não lutaram o bom combate de certa vitória...
fez da luta um fardo e do amor um mero caso...
abandono, é o que restou, em meio à guerra que cessou,
e novas batalhas se fizeram no peito de quem amou.
Aquele forjado à fogo, nos lençóis encharcados na fogueira
de espuma... esses que fazem da noite o turno solar
e possui corpos que fundem-se.
Os amores....
Eles fazem parte da vida.
E eles vem e vão...
As vezes vem e ficam. Outras, vão e não voltam.
Mas eles sempre retornam. De alguma forma, sempre retornam.
Seja na lembrança que quer ser esquecida ou na que se é lembrada.
Ou no toque que ainda arde e arrepia.
No olhar que desnuda cada parte do corpo e que o expõe por inteiro.
Há amores transversais, horizontais, de dois lados ou de um lado só.
Mas, o melhor de todos os amores é aquele que arde.
Aquele que te dá um calor que não há gelo que o abrande.
Não importando se ele é interiorizado ou se o teu exterior já te entregou.
Calmo, porém, pode abalar todas as estruturas pensadas e construidas.
Equilibrado, mas com um pouco de loucura que torna sã todas as coisas.
Tranquilo, mas explode com tamanha tempestuosidade que deixa os outros sem ação.
E paciente como a chuva fina que tanto se esperava...
Como a melodia da música inacabada, ou o brilho dos olhos que passaram tempo demais apagados
Ahhhh , o amor.. Que delícia é o amor e os amores que ele nos traz.
E nos leva... e ainda traz outros.
Amores que vão como pobres de porta em porta,
E em ironia oferece-nos ajuda.

Por: Rebeca Cardoso e Raul Cardoso

terça-feira, 5 de abril de 2011

- Todos os Sonhos.





Tenho sonhos particulares, mas que todos sabem.
Tenho sonhos que todos tem, mas de alguma forma, são só meus.
Tenho sonhos cantados, vividos, sonhados...
Tenho sonhos realizados, imaginados. desconhecidos.
Tenho sonhos pequenos e humildes e 
Tenho sonhos tão grandes que ultrapassam o telhado da minha casa.
E se na vida não tivessemos os sonhos?
E se todos eles fossem nenhum?
Seria nada, simplesmente nada?
Será que os sonhos sonham?
Sonhos tímidos, felizes, chorosos, sofridos? - Talvez.
Os sonhos possuem a face de quem os sonham.
Qual será a minha?
Será que eles tem idade, prazo de validade?
E será que realmente vale a pena Sonhar?
Gastar horas e horas imaginando imagens (in) tangíveis?
Imaginando um futuro tão incerto de um passado já escrito?
Creio que: Sim! Vale a pena sonhar.
Sem esses sonhos infantis, mas tão maduros, não teríamos metas, vontades a serem satisfeitas, batalhas para serem travadas e nem vencedores e perdedores.
E acredito também que eles são mais do que sonhos. Do que todos os sonhos que sonhamos. Eles são as nossas perspectivas. 
No final, eles são você e eu.
No final, o que realmente possuímos são os nossos sonhos, uma mochila nas costas e todo o mundo.
Afinal, os sonhos possuem a face de quem os sonham.


Rebeca Ewerton.